Sello Oração E Caridade

Respeitável Loja de São João

Oração e Caridade nº 22

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Iluminismo-DNRF
Iluminismo

PRINCIPIOS DE RECONHECIMENTO ENTRE GRANDES PRIORADOS RETIFICADOS

Fidelidade a Santa Religião Cristã, testemunhada pela fé, tal qual se expressa no símbolo de Niceia e afirmada em nossos Rituais: “O Pai, o Filho e o Espírito Santo que são três em um”…

Despertar do Grande Diretório das Gálias

O despertar do Grande Diretório das Gálias tem como finalidade um retorno aos princípios da Ordem sobre as bases fundacionais…

Festa de São Miguel Arcanjo 2023

A Festa de São Miguel Arcanjo 2023 da GPRDH, celebrou-se no último sábado, 30 de setembro de 2023. Pela manhã a reunião anual do Grande …

Martines de Pascually e a doutrina dos Elus Coën

Martines de Pascually e a doutrina dos Elus Coën: Toda a doutrina de Martines pode ser resumida em uma palavra: “Reintegração”…

O QUE É “LA CHOSE”*?

“La Chose” é, para Martines de Pasqually e seus discípulos, a unum necessarium, fonte de tudo e para a qual tudo se orienta. Para quem e …

INVOCAÇÃO DE ADÃO PARA SUA RECONCILIAÇÃO

Martines de Pasqually revela-nos, numa das mais belas e comoventes passagens do Tratado, a magnífica oração que Adão pronunciou ao Eterno, curvando o rosto ao solo, para obter a sua reconciliação, assim como a da sua posteridade…

ATA DE “RENÚNCIA” A RESTAURAÇÃO DA ORDEM DO TEMPLO (CONVENTO DE WILHEMSBAD, 1782)

O sistema de filiação e restauração relativo aos títulos, riquezas e quaisquer posses dessa Ordem é absurdo, ridículo e ilícito…

FESTA DA RENOVAÇÃO DA ORDEM RETIFICADA DE 06 DE NOVEMBRO

A Maçonaria Retificada tomava forma no Convento Nacional de Lyon, realizada em novembro de 1778. É a partir deste Convento que data o Código Maçônico das Lojas Reunidas e Retificadas que prevê, no capítulo de Banquetes e Festas…

Elus Coën do Universo

…conservando-se válida e legítima pelo caráter ininterrupto da cadeia que a une à Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus Coën do Universo.

Discurso de Instrução a um novo Elus Coën

Discurso de Instrução a um recém-recebido nos três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre simbólicos, da Ordem dos Elus Coën.

O REGIME ESCOCÊS RETIFICADO E O ILUMINISMO

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No século XVIII, o Iluminismo, corrente de extraordinária e abundante riqueza que seria difícil e presunçoso resumir em poucas palavras, caracterizou-se por uma vontade de reconhecer acima do homem um conjunto de verdades superiores e misteriosas que ultrapassam em muito as fracas capacidades da inteligência discursiva.

Na encruzilhada de numerosas influências, o Iluminismo ia ser enriquecido pelos ecos dos monastérios, dos “Irmãos do Livre Espírito”, da Reforma (Lutero e Calvino, apoiando-se na teologia germânica que mostrou a possibilidade inovadora de uma relação direta entre o homem e Deus), da extensa difusão dos escritos herméticos, dos textos dos Cabalistas Cristãos do Renascimento, das traduções das obras dos pensadores e filósofos da antiguidade, a espiritualidade Rosa+Cruz, a disponibilidade dos escritos dos visionários do Norte da Europa (Böhme, Gichtel, etc.), tudo levado pelo sopro de uma poderosa renovação mística (influência da Ordem do Carmelo, inúmeras fundações de congregações, desenvolvimento da devoção pessoal, escritos espirituais de alto valor: Benoît de Canfeld, Pierre de Bérulle, Surin, Saint-Cyran, Fénelon, Madame Guyon, etc.), renovação que abrangerá vários círculos espirituais produzindo uma atmosfera de intensa religiosidade.

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Esta corrente iluminista durou um extenso período de tempo desde o século XVI, irradiando-se posteriormente para o século XVIII até ao momento em que as lojas operativas foram abertas aos letrados, deixando de exercer o “ofício”, e até os primeiros anos do século XIX, chegando à morte de Jean-Baptiste Willermoz em 1824, se quiser marcar uma data, já que foi sem dúvida o último e o principal dos últimos representantes a desaparecer.

Assim, o Regime Escocês Retificado deve de forma profunda a esta corrente iluminista, dentro do qual os discípulos de Louis-Claude de Saint Martin também ocupam um lugar eminente, corrente espiritual na qual está inscrito o Regime fundado por Jean-Baptiste Willermoz em 1778 durante o Convento das Gálias, sem o qual não se pode compreender, e da qual participa plenamente e representa sem dúvida, uma das expressões mais bem sucedidas do plano iniciático ligado ao destino da “Santa Ordem” de onde provém, ao longo da História, seu depositário por excelência.

Esta corrente é também herdeira de um depósito, que a relaciona com todas as sensibilidades do esoterismo ocidental, como recorda Robert Amadou (+2006): “Mas este depósito, esta Santa Ordem da qual crescem ramos e ramificações, como não anunciá-lo imediatamente? O Martinismo vem do esoterismo judaico-cristão que vem do esoterismo universal. Na sua origem formal, porém, na sua unidade radical e sob a multiplicidade dos seus avatares, o Martinismo remonta a Martines de Pasqually. Três grandes luminares traçarão o itinerário martinista: Jacob Böhme, Martinez de Pasqually e Louis-Claude de Saint-Martin. Mas Jean-Baptiste Willermoz, o Agente Desconhecido, a Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa com os seus mitos Templários e a herança dos construtores góticos também cooperaram no estabelecimento deste depósito; e os grandes iluminados do século XVIII, William Law, Divonne, Eckhartshausen; e os fiéis do pietismo, especialmente os do primeiro despertar (…). No entanto, a pérola deste depósito, o seu capital inicial, é Martines quem a colocou, e é dele que os maçons escoceses retificados o possuem, os teósofos cristãos e através deles os discípulos de Saint-Martin, muitos dos quais pertencem à Ordem Martinista”. (R. Amadou, Prefácio a “PAPUS, MARTINES de PASQUALLY”, Robert Dumas Éditeur, 1976, p. XVI).