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Oração e Caridade nº 22

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O ressurgimento dos Élus Coën e sua filiação - Robert Amadou

Robert Amadou

Discurso de Instrução a um novo Elus Coën

Discurso de Instrução a um recém-recebido nos três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre simbólicos, da Ordem dos Elus Coën.

O Culto Primitivo no Regime Escocês Retificado

O Culto Primitivo no Regime Escocês Retificado: Willermoz, que desejava colocar a sua Ordem sob os auspícios do “verdadeiro culto” e do sacerdócio primitivo…

A Ordem dos Elus Coën e Martinez de Pasqually

A Ordem dos Elus Coën: Quase não temos notícias dos primeiros quarenta ou cinquenta anos da vida de Martinez de Pasqually…

Como se governa o Regime Escocês Retificado?

Como se governa o Regime Escocês Retificado? Extrato do Código Geral dos Regulamentos da Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa…

ATA DE “RENÚNCIA” A RESTAURAÇÃO DA ORDEM DO TEMPLO (CONVENTO DE WILHEMSBAD, 1782)

O sistema de filiação e restauração relativo aos títulos, riquezas e quaisquer posses dessa Ordem é absurdo, ridículo e ilícito…

A ENTRADA AO SANTUÁRIO – por Jean-Baptiste Willermoz

A entrada ao Santuário está aberta a todos, mas nem todos querem fazer os sacrifícios indispensáveis para entrar nele…

Um retrato falso de Martinez de Pasqually

Este artigo analisa um retrato amplamente divulgado como sendo de Martinez de Pasqually, mestre fundador do martinismo, demonstrando que se trata de uma representação falsa, sem qualquer base documental ou histórica. Uma leitura importante para preservar a integridade da Tradição.

A Ciência do Bem e o Caminho da Virtude: Reflexões sobre a Espiritualidade e Ética

Explore a relação entre a virtude e o conhecimento do bem em um profundo ensaio sobre a ética humana e o caminho espiritual, com insights de Platão, estoicos e mestres espirituais.

O RER e o Cristianismo

O RER e o Cristianismo: Todos estes discursos surgem quando alguém coloca em dúvida “o perfeito catolicismo” de nosso fundador…

Esoterismo

Esoterismo qualificava o que era transmitido através da tradição oral, de mestre a discípulo, a um número restrito de escolhidos…

O RESSURGIMENTO DOS ÉLUS COËN
E SUA FILIAÇÃO

Por Robert Amadou

“Martines nomeou como seu sucessor Armand-Robert Caignet de Lester, ou Lestère (1774-1778), depois dele, Sebastian de Las Casas (1778-1781) foi interrogado por Willermoz e seus amigos, bem como por Jean-Jacques Du Roy d’Hauterive. Ele atuou como um Grande Soberano sem possuir o título.

Adormecida em 1807, posteriormente, escreve J.-B. Willermoz, a Ordem perdeu todos os seus Réaux-Croix em 1822. Isso foi dito apressadamente. No entanto, o T. P. M. Destigny, que morreu em 1868 ou 1869, conservava os arquivos Coëns desde 1809; não foi Grande Soberano da Ordem, nem estava encarregado de sua manutenção sob qualquer forma, exceto na lenda. No século XX, as alegadas afiliações rituais são falaciosas; muitas vezes mostram grande confusão de fato entre o Regime Escocês Retificado e os Élus Coën. A Ordem dos Élus Coën foi despertada pela graça de uma comprovada filiação espiritual, em 1942-1943; Georges Lagrèze (1943-1946), e depois Robert Ambelain (1946-1967), foram Grão-Mestres; Ivan Mosca, foi Grande Soberano a partir de 1967. Os Irmãos operam, sozinhos ou em grupo, com autonomia, todos provindos de uma mesma ressurgência.”

(R. Amadou, Encyclopédie de la F. M., edition 2000)

Em relação a este “ressurgimento” do qual descendem todas as “Ordens Coëns” atuais, na melhor das hipóteses, nos remeteremos ao folheto publicada pelo CIREM que Robert Amadou assinou com o seu nomen iniciático: Ignifer, que lança a luz mais completa sobre os dados do seu problema, e cuja conclusão é a seguinte, depois de ter demonstrado que o sonho de continuidade entre a Ordem dos Élus Coën e a Grande Profissão, sustentado por Georges Lagrèze (1882-1946), que alguns pretenderam estabelecer, é uma fantasia piedosa, sabendo que:

“Emprestando contra todas as evidências a qualidade de Grande Professo a Lagrèze, este não podia transmitir sua eventual ‘iniciação de Grande Professo’, porque alguém não se torna um Grande Professo em virtude de uma iniciação individual, mas pela admissão a um colégio de Grandes Professos decidido pela unanimidade de seus membros. A filiação ritual dos Élus Coën não pode ser confundida com a filiação imaginária dos Grandes Professos, nem com qualquer outra filiação iniciática de natureza ritualística. Há ausência de qualquer filiação ritual, referente aos Élus Coën, na época contemporânea, para além deste ressurgimento.” [O único elemento tangível sobre o qual este “ressurgimento” pode ser validamente apoiado baseia-se, portanto, unicamente num elemento puro de “desejo”, fora de qualquer ligação histórica]… “A validade do ressurgimento Coën que podemos, face à cronologia anterior, datar em 1942/1943, foi verificada sem ambiguidade, e mesmo antes da carta, em 1942, pela graça de La Chose, que não desmentiu-se mais tarde. A filiação ritual saída deste ressurgimento obtém dele a sua própria validade.”

(R. Amadou, La Résurgence, notice historique CIREM, Carnet d’un élu coën, 3, 2001, p. 6)